Saudade

De malhada em malhada alcancei

Uma terra esticada pra minha reserva

Refrigério de sonhos, livre de guerra

Campos de esteio e pobres brasões.

 

Alada cortina, ponteio e sons

Muralha invertida que o avelós encerra

Banhado de luz, banido de pedra

Surto de escombro, constelação.

 

Descanso do corpo, alimento e razão

Mas assombra a saudade e o coração  se terna

Se curva guiado á contenda se encerra

Se achando vencido pela monstra a facão.

 

 

Me entrego ao conflito, esquecida das serras

Cinge-me o rosto a coragem em carvão

Foge a esperança, vem o cansaço

Esquecendo as paragens da promissão.