Júlio Prestes

 

 

 

 Júlio Prestes de Albuquerque, nasceu em Itapetininga (SP), no dia 15 de março de 1882 e morreu em São Paulo, no dia 9 de Fevereiro de 1946. Seu pai, o coronel Fernando Prestes de Albuquerque, foi presidente de São Paulo entre 1898 e 1900.

Eleito  mas, não empossado.    Advogado, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1906. Iniciou sua carreira política em 1909, elegendo-se deputado estadual em São Paulo pelo Partido Republicano Paulista (PRP). Reelegeu-se por várias vezes, exercendo o mandato até 1923. No ano seguinte, foi eleito para a Câmara Federal e assumiu a liderança da bancada paulista naquela casa.

Posteriormente assumiu a presidência da Comissão de Finanças e a liderança da bancada governista.

     Eleito presidente do estado de São Paulo em julho de 1927, em 1929 foi indicado por Washington Luís como candidato do governo à sucessão presidencial a ser definida em março do ano seguinte. Essa indicação, porém, desagradou Minas Gerais, que contava com a indicação de um mineiro para assegurar a alternância entre os dois maiores estados no comando do governo federal. Minas Gerais acabou articulando a Aliança Liberal, chapa de oposição encabeçada pelo gaúcho Getúlio Vargas e tendo como vice o paraibano João Pessoa. A campanha foi bastante acirrada, mas, realizado o pleito, a chapa situacionista foi declarada vitoriosa com 1.091.709 votos. Assim que o resultado oficial foi divulgado, Júlio Prestes viajou para o exterior, sendo recebido como presidente eleito em Washington, Paris e Londres.

      No Brasil, contudo, os oposicionistas, alegando a existência de fraudes no pleito, prepararam um movimento revolucionário que visava depor Washington Luís antes que a presidência fosse transferida a Júlio Prestes. O movimento teve início em 3 de outubro e no dia 24 do mesmo mês Washington Luís foi afastado do governo por uma junta militar que, no dia 3 de novembro, entregou o poder a Getúlio Vargas, líder das forças revolucionárias.

      Júlio Prestes, que havia retornado ao Brasil, pediu asilo no consulado britânico. Viveu no exílio até 1934, quando retornou ao Brasil com a reconstitucionalização do país, passando a se dedicar ao cultivo do algodão em Itapetininga.

Voltou à cena política somente em 1945. Foi fundador da União Democrática Nacional (UDN) e membro da comissão diretora desse partido.