Nereu de Oliveira Ramos

 

 

 

Nereu de Oliveira Ramos (1888-1958). Nasceu em Lajes (SC), filho de grandes proprietários de terras. Bacharel em Direito e fundador do Partido Liberal Catarinense (PLC), elegeu-se Deputado federal por Santa Catarina, em 1930. Apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932 e, em 1933, foi um dos 26 deputados integrantes da Comissão encarregada de examinar o anteprojeto de Constituição preparado pelo Governo Provisório.

Foi Governador do Estado de Santa Catarina, criador do PSD naquele estado, Presidente da Câmara de Deputados, em 1951, e Vice Presidente do Senado, em 1955 - posição que lhe garantiu assumir a presidência da República após o impedimento de Carlos Luz.

                                                    Na presidencia

  Coube a Nereu Ramos, em sua breve passagem pela presidência da República (11/11/1955-31/01/1956), completar o quadriênio presidencial.. A crise política em que mergulhara o país, após o suicídio de Getúlio Vargas, projetou a figura do Ministro da Guerra Henrique Teixeira Lott, por ter assegurado a posse de Juscelino Kubitschek e de João Goulart, eleitos em 1955, e a continuidade democrática.

 Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 7ª legislatura (1910 — 1912) e na 10ª legislatura (1919 — 1921).

Em 1927, foi fundador e primeiro presidente do Partido Liberal Catarinense.

Correspondência do advogado Nereu Ramos com um cliente de Jaguaruna, de 1 de setembro de 1916, tratando de um litígio sobre posse de terras (documento do acervo particular de Sílvio Nunes - Tubarão).

Em 1930 foi eleito deputado federal, mas com o fechamento do congresso teve seu mandato extinto. Apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932 e em 1933 foi eleito deputado constituinte com a maior votação de seu estado. Foi um dos 26 deputados integrantes da comissão encarregada de examinar o anteprojeto de constituição preparado pelo Governo Provisório da Revolução de 1930.

Em 1935 foi eleito governador, sendo nomeado interventor em 1937, permanecendo neste cargo até 1945. Foi eleito simultaneamente deputado e senador pelo PSD em 1946. Presidente da Câmara de Deputados, em 1951, e vice-presidente do Senado, em 1955.

Como 1º Vice-presidente do Senado Federal, Nereu Ramos assumiu a presidência após o suicídio do titular, Getúlio Vargas, e o impedimento do vice-presidente, Café Filho, e do impedimento do presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, liderados pelo General Henrique Lott no Movimento de 11 de Novembro.

Coube a Nereu Ramos, em sua breve passagem pela presidência do Brasil, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, sob estado de sítio, completar o quinquênio presidencial.

A crise política em que mergulhara o país, após o suicídio de Getúlio Vargas, projetou a figura do Ministro da Guerra Henrique Lott, por ter assegurado tanto a posse de Juscelino Kubitschek e de João Goulart, eleitos em 1955, como a continuidade democrática. Com a posse de Juscelino Kubitschek, Nereu assumiu o Ministério da Justiça. Em 1957 voltou ao Senado, demitindo-se do ministério.

Faleceu em 16 de junho de 1958, em desastre aéreo. O avião, um Convair CV-440 de matrícula PP-CEP da Cruzeiro do Sul, procedente de Florianópolis, acidentou-se durante o pouso em São José dos Pinhais, vitimando 18 dos 24 ocupantes. Também faleceram no acidente os políticos catarinenses Jorge Lacerda, governador de Santa Catarina na ocasião, e Leoberto Leal, então deputado federal por Santa Catarina.

Foi sepultado no Rio de Janeiro. Seus restos mortais foram depois transladados para Lages, sua cidade natal, sendo resguardados no Memorial Nereu Ramos, juntamente com um acervo de documentos e fotografias, e também partes do avião acidentado.