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Juscelino Kubtschek

 

 

 

   Conhecido como JK foi deputado Federal em 1934 e num segundo mandato em 1945) Prefeito de Belo Horizonte em (1940); Governador de Minas Gerais em (1950); Presidente da República em 1956 Senador por Goiás em 1964.

 Juscelino Kubitschek ambicionava concorrer à Presidência da República em 1965, mas teve seu mandato de Senador cassado pelo golpe militar de 1964. A revogação de seus direitos políticos o impediu de concorrer. A partir daí, JK passou a percorrer cidades dos Estados Unidos e da Europa, em exílio voluntário. Faleceu no dia 22 de agosto de 1976, num desastre automobilístico, na rodovia Presidente Dutra, próximo a cidade de Rezende, RJ.

                                                Aspectos marcantes do seu mandato

   Juscelino Kubitschek construiu a cidade de Brasília na Região Centro-Oeste do país, e para lá transferiu a Capital Federal. Tudo começou quando, em seu primeiro comício como candidato a presidente da República, no município de Jataí, interior de Goiás, foi indagado se, fosse eleito, iria transferir a capital para o Planalto Central, como estava disposto na Constituição vigente à época.

                                                  Desenvolvimentismo

Juscelino Kubitschek empolgou o país usando fartamente os recursos públicos, graças ao endividamento e à inflação, para apoiar a indústria de bens de consumo, como a indústria automobilística e a implantação de infra-estrutura econômica, construindo projetos como a própria construção da nova capital, a criação da Sudene, abertura de estradas, hidrelétricas, etc. A opção pelo desenvolvimentismo ostensivo se reflete no principal lema de seu governo: "50 anos em 5".

Para voltar o aparato estatal para os projetos de desenvolvimento, como a industrialização e a construção de Brasília, JK investiu em descentralização e desburocratização. Foi feito um plano de modernização administrativa, com a criação de grupos gestores para executar o plano de metas.

JK mobilizou o país por cinco anos e gerou grande desenvolvimento econômico e industrial, mas também há quem interprete que a conseqüência desta política tenha sido o esgotamento econômico do país, deixado com inflação latente e sem condições de continuar se endividando.

Milhões de brasileiros do campo continuavam migrando para cidades à procura de emprego nas indústrias ou no setor de serviços, atraídos pelo desenvolvimento industrial, concentrado principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A população urbana atingiu 45% da população total do país em 1960. Ao chegar nas cidades, a maioria dos migrantes também encontrava muita miséria. Ao tentar desenvolver a região da onde vinham a maior parte dos migrantes, Juscelino criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, ou simplesmente "Sudene", com o objetivo de desenvolver a Região Nordeste, porém a Sudene ao longo dos anos obteve poucos resultados efetivos.

                                                                                                   Polêmicas

      Entre as coisas ruins que deixou foram o "dinheiro de alumínio", como é citado por Carolina Maria de Jesus em seu livro "Quarto de Despejo" e o começo da destruição das ferrovias do país e cujos trechos hoje, no ano 2004, alguns saudosistas, os "Amigos do Trem" tentam, de todas as formas reativar onde ainda é possível. Essa última "obra de Juscelino" deixou seqüelas, isolando cidades e destruindo a economia de algumas, tudo em nome da indústria automobilística. Em seguida, partiu para a construção de estradas, política continuada pelo regime militar.

                                                                                                     ORIGENS

Juscelino nasceu em 12 de setembro de 1902 em Diamantina num casarão colonial na rua Direita. Seu pai, João César de Oliveira (1872-1905), foi caixeiro-viajante e exerceu, também, várias outras profissões[1]. Era um homem boêmio, e em uma serenata no município de Rio Vermelho contraiu um resfriado que passou para pneumonia e deu origem a uma tuberculose. Com medo de contaminar a família com a doença, o pai de JK decidiu ir morar em uma casa isolada vindo a receber visitas de amigos e familiares. João faleceu em 10 de janeiro de 1905, quando Juscelino tinha 3 anos. A única renda da família se tornou a da mãe. Sua mãe, Júlia Kubitschek (1873-1973), era professora e possuía ascendência checa (seu sobrenome é uma germanização do original tcheco Kubíček) e etnia cigana — JK foi o único presidente de origem cigana em todo o mundo.[8] Viúva aos 28 anos, Júlia não quis se casar novamente, dedicando-se aos dois filhos, Maria da Conceição, apelidada de Naná, nascida em 1901, e JK, o Nonô. Júlia havia perdido uma bebê nos primeiros meses de vida, cujo nome era Eufrosina, nascida em 1900.

 Quando menino, em uma brincadeira de esconde-esconde, teria machucado o dedo mínimo do pé direito. Segundo o jornalista Roniwalter Jatobá, isto teria duas consequências para a vida de JK. A primeira seria uma característica física, pois não poderia mais fazer longas caminhadas e a pressão do sapato iria lhe trazer incomodo. O segundo seria de característica profissional, devido a dedicação do médico que lhe prestou socorro, influenciando-o a seguir a carreira de médico. Aos 12 anos terminou o curso primário. Pagando uma mensalidade, foi estudar no seminário diocesano de Diamantina, dirigido pelos padres vicentinos, onde concluiu o curso de humanidades aos 15 anos incompletos. No seminário, teve de usar batina como os demais, seguindo os estudos num regime severo, levantando às cinco horas da manhã e indo dormir às oito horas. Nos estudos, ia razoavelmente bem, com exceção da disciplina de Aritmética na qual tinha dificuldades. Segundo o historiador Francisco de Assis Barbosa, era um menino como outro qualquer, incapaz de despertar invejas ou inimizades, quer pela sua condição econômica que não era das melhores, das mais humildes, quer pelo seu comportamento, alegre, expansivo, brincalhão, mas avesso a discussões, intrigas e mal-entendidos. Como não conseguiria sair da cidade para ir estudar em Belo Horizonte por ser menor de idade, dedicou-se a estudar sozinho, conseguindo a ajuda de alguns professores. Teve cursos de língua inglesa com um professor chamado José e língua francesa com a professora Madame Louise.

 Em meio a dificuldades financeiras, conseguiu obter os exames preparatórios exigidos para o curso de Medicina. Em 1919, prestou na capital mineira de Belo Horizonte um concurso para telegrafista na agência central da cidade. Para realizar o concurso exigia-se a idade mínima de 18 anos, mas ele possuía apenas 16 anos incompletos. Para resolver este problema, conseguiu com o oficial de registro de Diamantina uma certidão forjada que marcava como se tivesse nascido em 1900. Ficou em décimo nono lugar, sendo classificado. No final de 1920, se mudou para morar em Belo Horizonte. De início, sua mãe pagava os custos do filho na capital mineira, mas Juscelino não morava em boas condições de conforto. Dois anos após o concurso, em maio de 1921, foi divulgada a sua nomeação para telegrafista auxiliar. Em janeiro de 1922, prestou o vestibular e matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

 Em 1926, recebeu o diagnóstico de que estava com estertores no pulmão, tendo que ficar seis meses de cama. No quinto ano de Medicina, começou a trabalhar juntamente com o seu cunhado e amigo Júlio Soares como interno na enfermaria da clínica cirúrgica de Santa Casa.

Juscelino gostava de dançar, e, por isso criou-se a fama de pé de valsa. Numa festa conheceu Sarah Gomes de Lemos, filha do deputado federal Jaime Gomes de Sousa Lemos. A partir de então começaram a namorar. Em 17 de dezembro de 1927 formou-se em Medicina, na mesma turma de Pedro Nava, três anos antes de Guimarães Rosa. Foi na cerimônia de colação de grau que a mãe dele conheceu Sarah. Durante dois anos trabalhou intensivamente com o cunhado na Santa Casa. Tornou-se assistente em duas cadeiras, a da Clínica Cirúrgica e Física Médica. Além disso, foi nomeado por seu amigo José Maria Alkmim como médico da Caixa Beneficente da Imprensa Oficial do Estado. No final de abril de 1930, viajou de trem para o Rio de Janeiro, donde partiu para a França no navio Formose.

 Precedido por: Café Filho 

 Seguido por: Jânio Quadros 

 

 Juscelino Kubitschek com sua esposa

Sarah Luísa Lemos Kubitschek de Oliveira.