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Junta Militar

A junta militar foi integrada pelos ministros da Marinha Augusto Rademacker, do Exército Lyra Tavares e da Aeronáutica Márcio de Souza e Melo. Governa por dois meses - de 31 de agosto de 1969 até 30 de outubro do mesmo ano. Em setembro, decreta, entre outras medidas o AI-14, que institui a prisão perpétua e a pena de morte em casos de "guerra revolucionária e subversiva", reforma a Constituição de 196 e impõe a nova lei de Segurança Nacional. Decreta também reabertura do Congresso, após dez meses de recesso. Em 25 de outubro de 1967, os parlamentares elegem Emílio Garrastazu Médici para a presidência.

1969: Em Setembro foi decretada pelo governo militar, a reabertura do congresso Nacional. Criado o Ato institucional nº 14. O AI-14 que, institui  prisão perpétua e pena de morte, em caso de Guerra revolucionária e subversiva.

Brigadeiro Márcio de Souza Mello

 Nasceu em Florianópolis - SC, em 26/05/1906 e morreu no Rio de Janeiro em 31/01/1991. Como Ministro do Exército assumiu a Chefia do Governo por força do Ato Institucional nº 12/69, durante o impedimento temporário do Presidente da República. 

   

 

AUGUSTO HAMANN Rademaker Grünewald

 Militar, nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1905. Participou do movimento político-militar de 1964 que depôs o presidente João Goulart. Integrou, ao lado do general Costa e Silva e do brigadeiro Correia de Melo, a junta militar autodenominada Comando Supremo da Revolução que, juntamente com o presidente interino Ranieri Mazzili, governou o país até a posse de Castelo Branco.

Foi ministro da Marinha e da Viação e Obras Públicas, nos primeiros dias do governo de Castelo Branco. Com a posse de Costa e Silva na presidência da República, reassumiu o cargo de ministro da Marinha (1967-1969). Através de eleição indireta, em 30 de outubro de 1969 passou a exercer o cargo de vice-presidente da República no governo de Emilio Garrastazu Médici. Faleceu no Rio de Janeiro em 13 de setembro de 1985.

 

Aurélio Lyra Tavares

Aos 64 anos fez parte da junta militar que governou o Brasil por 60 dias entre: 31.08.1969 a 30.10.1969.

   Não há qualquer registro desse período no Livro de Posse. A Junta Militar, que assumiu o Governo em 1969, registra sua investidura no cargo em um Ato Institucional e não em um Termo de Posse 

                                                   Biografia

     Aurélio de Lyra Tavares, engenheiro civil, general - de -exército, ensaísta, historiador da engenharia militar e memorialista, nasceu em João Pessoa, PB, em 7 de novembro de 1905. Faleceu no dia 18 de novembro de 1998, no Rio de Janeiro. Eleito em 23 de abril de 1970 para a Cadeira n. 20, na sucessão de Múcio Leão, foi recebido em 2 de junho de 1970, pelo acadêmico Ivan Lins. 

 Filho de João Lyra Tavares, falecido como senador da República, e de Rosa Amélia de Lyra Tavares. Casou-se, em 1934, com a Sra. Isolina de Lyra Tavares, teve duas filhas e um neto.

 Matriculou-se, em 1917, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1922. Como aluno, foi diretor da revista literária A Aspiração. É praça de 23 de fevereiro de 1923, quando se matriculou na Escola Militar. Foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Engenharia em 30 de dezembro de 1925. Como cadete, foi diretor da Revista da Escola Militar e orador oficial da Sociedade Acadêmica. Ao ser declarado aspirante, recebeu da Missão Militar Francesa os Prêmios de "Tática Geral" e "História Militar".

 Diplomou-se bacharel em Direito, em dezembro de 1929, pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, e engenheiro, em dezembro de 1930, pela Escola de Engenharia da Universidade do Brasil. Em 1931, recebeu o "Prêmio Rio Branco", conferido pela Congregação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Cursou, de 1936 a 1939, a Escola do Estado-Maior do Exército, sendo diplomado com "Menção Honrosa". Em setembro de 1943, concluiu o curso de Comando e Estado-Maior do Exército norte-americano no Fort Leawenworth (Kansas).

 Na carreira militar, desempenhou inúmeras missões, entre as quais destacam-se: Observador Militar junto ao Exército norte-americano nas operações de invasão da África do Norte, em outubro de 1943; membro do Estado-Maior Especial para a organização da Força Expedicionária Brasileira, de outubro de 1943 a maio de 1945; Subchefe da Missão Militar Brasileira na Alemanha durante a ocupação daquele país, em dezembro de 1945, onde permaneceu até 1950. Durante o bloqueio de Berlim, em 1948, chefiou a Missão Militar Brasileira na ocupação da Alemanha. Chefe de Gabinete do Estado-Maior do Exército, de junho a dezembro de 1955; promovido a general-de-brigada, em 30 de dezembro de 1955; diretor de Comunicações do Exército, de janeiro de 1958 a fevereiro de 1960; comandante da 2a Região Militar (São Paulo), de janeiro de 1962 a março de 1963; comandante do IV Exército, a partir de 1o de outubro de 1964. Promovido a general -de- exército, em 25 de novembro de 1964, foi chefe do Departamento de Produção e Obras, a partir de 18 de novembro de 1965; comandante da Escola Superior de Guerra, a partir de 28 de setembro de 1966 e ministro do Exército, em 15 de março de 1967. 

Foi embaixador do Brasil na França durante o período de 1º de junho de 1970 a 16 de dezembro de 1974.

 Foi sócio benemérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil; sócio do Instituto do Ceará e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Recebeu numerosas condecorações nacionais, entre as quais: Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco — Ministério do Exterior; Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar; Grande Oficial de Ordem do Mérito Naval; Grande Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha do Mérito Tamandaré; Medalha do Mérito Santos Dumont; Medalha Tiradentes; Medalha da Cruz do Mérito da Educação Moral e Cívica (Ministério da Educação). E estrangeiras: Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, da França; Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique de Portugal; Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar da Argentina, do Chile, do Paraguai e do Peru; Comandante da Legião do Mérito dos Estados Unidos.                                         

 

Período de Governo da Junta Militar: 

  31.08.1969 a 30.10.1969 (60 dias) 

    Não há qualquer registro desse período no Livro de Posse. A Junta Militar, que assumiu o Governo em 1969, registra sua investidura no cargo em um Ato Institucional e não em um Termo de Posse.