Ernesto Geisel

 Ernesto Geisel, nasceu em Bento Gonçalves, 3 de agosto de 1908 e morreu no Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1996. Foi presidente do Brasil entre 1974 e 1979, sucedendo Emílio Garrastazu Médici. 

 Iniciou sua carreira militar em 1921 , ingressando no Colégio Militar de Porto Alegre   Em 15 de abril de 1964 foi nomeado chefe do gabinete Militar, encarregando-se de averiguar denúncias de torturas. Promovido a general -de- exercito em 1966 , e nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1967 e presidente da Petrobrás em 1969 . Foi lançado oficialmente candidato à Presidência em 18 de Julho de 1973 vencendo no Colégio Eleitoral em 15 de Janeiro de 1974 .

Em 15 de março de 1974, o General Ernesto Geisel assumiu a presidência. Teve que enfrentar dificuldades econômicas e políticas que anunciavam o fim do "Milagre Econômico" e ameaçavam o Regime Militar, além dos problemas herdados de outras gestões: já no final de 1973, a dívida externa contraída para financiar as obras faraônicas do governo ultrapassava os  10 bilhões de dólares. Em 1974, a inflação chegava a 34,5% e dificultava a correção dos salários.

 PND II - Geisel, surpreendentemente, ao invés de utilizar-se de uma política recessiva de maior contenção, se propôs a investir no crescimento econômico. O Brasil permaneceu, assim, com grande endividamento externo, mas direcionando os investimentos na indústria, para projetos que substituíssem importações. A meta era alcançar um crescimento industrial de 12% ao ano até 1979. Para isso desenvolveu o II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que visava a criar bases para a indústria (procurando reduzir a dependência em relação a fontes externas).

Vida política

Na década de 1950, Geisel comandou a guarnição de Quitaúna e gerenciou a refinaria de Cubatão, ambas no estado de São Paulo. Durante este período, ele estreitou suas ligações com o grupo militar que mais tarde seria conhecido como "Sorbonne", ligado à Escola Superior de Guerra[8].

Ernesto Geisel, 29º presidente do Brasil, durante jantar oferecido a Jimmy Carter, 29 de março de 1978. Ao lado de Geisel a mulher do presidente norte-americano, Rosalynn Carter.

Ele sempre teve interesse na área de extração petrolífera, tendo dirigido a refinaria de Cubatão em 1956, a Petrobrás (1969 a 1973) e, após 1979, a Norquisa, depois de ter deixado a presidência da República.

Em sua gestão na presidência da Petrobras, empresa estatal que deteve até a década de 90 o monopólio da extração de petróleo no Brasil, concentrou esforços na exploração da plataforma submarina, tendo obtido resultados positivos. Conseguiu acordos no exterior para a pesquisa e firmou convênios com o Iraque, o Egito e o Equador.

Após o movimento de 1964, em 15 de abril de 1964, foi nomeado chefe da Casa Militar pelo presidente Castelo Branco, que o encarregou de averiguar denúncias de torturas em unidades militares do Nordeste do Brasil.

Geisel fez parte do grupo de militares castelistas que combateram a candidatura do marechal Costa e Silva à presidência da República.

Castello Branco promoveu-o a general-de-exército em 1966 e nomeou-o ainda ministro do Superior Tribunal Militar em 1967.

Com a posse de Costa e Silva na presidência, Geisel caiu no ostracismo político. No governo de Emílio Médici tornou-se presidente da Petrobras, enquanto seu irmão Orlando Geisel se tornou o ministro do Exército. O apoio do irmão Orlando foi decisivo para que Médici o escolhesse como candidato à presidência da república para o mandato de 1974-1979.

Suas principais realizações foram : o reatamento de relações com a China; o II plano Nacional de Desenvolvimento;

a busca de novas fontes de Energia, realizando o acordo nuclear com a Alemanha e criando os contratos de risco com a Petrobrás; e o início da redemocratização do país.

    Precedido por:

Emílio Garrastazu Médici 1974 — 1979

 Seguido por: João Figueiredo