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João Batista de Oliveira Fiqueiredo

 João Baptista de Oliveira Figueiredo, nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 1918 e morreu na mesma cidade em , 24 de dezembro de 1999. Foi presidente da república entre 1979 e 1985.

     Quando era menino passou a residir no Rio Grande do Sul. Já estava matriculado no Colégio Santa Terezinha das irmãs espanholas aos 5 anos. Depois foi transferido para o Colégio NiIo Peçanha, ocasião em que seu pai foi transferido para Alegrete como Comandante da Segunda Divisão de Cavalaria. João Figueiredo deixou o colégio e prosseguiu seus estudos em casa; em 1927 matriculou-se como interno no Colégio Marista local, dois anos mais tarde obteve o primeiro lugar num concurso para o Colégio Militar

  Iniciou sua carreira Militar em 1928 , obtendo o primeiro lugar no concurso para o Colégio Militar de Porto Alegre . Com o golpe de 1964 ,Figueiredo foi encarregado de chefiar a Agência do SNI (Serviço Nacional de Informações ), no Rio de Janeiro . Em 1974 chegou a chefe do SNI. Foi escolhido pelo seu partido, o ARENA, obtendo a vitória pelo colégio eleitoral, prometendo a "mão estendida em conciliação".

   Como presidente, discursou na ONU, criticando os altos juros impostos pelos países desenvolvidos.

 Seus principais atos foram : a anistia aos punidos pelo AI-5; extinção do bipartidarismo; estabelecimento de reajuste semestral do salário.

Em 1984 , foi substituído por José Sarney, vice de Tancredo Neves , eleito indiretamente pelo Congresso Nacional.

Apontado pelo Presidente Ernesto Geisel, concorreu para presidente na eleição de 1978 pelo Aliança Renovadora Nacional (ARENA), na chapa com Aureliano Chaves para Vice-presidente. Seus adversários eram Gal. Euler Bentes Monteiro para presidente na chapa com Paulo Brossard, ambos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Foi eleito pelo Colégio eleitoral com 355 votos (61,1%), contra 226 dados a Monteiro (38,9%). Em sua posse, pronunciou a famosa frase em que dizia que faria "deste país uma democracia".

 Seu mandato foi marcado pela continuação da abertura política iniciada no governo Geisel, e pouco após assumir, houve a concessão de uma anistia ampla geral e irrestrita aos políticos cassados com base em atos institucionais. Em 1980, extinguiu-se o bipartidarismo instaurado. A partir disto, foi criado o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) como sucessor do MDB, e o Partido Democrático Social (PDS) como sucessor do ARENA, além de outros novos partidos; Figueiredo, assim, virou filiado ao PDS. A 22 de Setembro de 1981 foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada de Portugal. Em 1982, engendrou-se uma reforma eleitoral para assegurar à situação maioria nas eleições de 1982 nas quais se defrontariam os governistas do PDS e quatro legendas de oposição. Contudo, durante o seu governo ocorreram vários atentados terroristas, atribuídos a setores da direita e militares da linha dura. Sua gestão ficou marcada pela grave crise econômica que assolou o mundo, com as altas taxas de juros internacionais, pelo segundo choque do petróleo em 1979, a disparada da inflação, que passou de 45% ao mês para 230% ao longo de seis anos, e com a dívida externa crescente no Brasil, que pela primeira vez rompeu a marca dos 100 bilhões de dólares, o que levou o governo a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1982. Neste ano, houve a criação do estado de Rondônia.

 Em 1983, têm início as campanhas das Diretas Já, que acabaram rejeitadas no Congresso Nacional. Entretanto, o governo Figueiredo promoveu a primeira eleição civil brasileira desde 1964, que decretava o fim do Regime Militar. Figueiredo apoiava o candidato do PDS, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo candidato oposicionista Tancredo Neves. Como Tancredo veio a falecer antes de assumir a presidência, o Vice-presidente José Sarney, antigo membro do PDS, assume o poder. Figueiredo recusou-se entregar sua faixa presidencial a Sarney na cerimônia de posse em 1985, pois o considerava um "impostor", vice de um presidente que nunca havia assumido.[3] Foi o presidente que, até sua despedida, governou por mais tempo, depois de Getúlio Vargas. O ex-presidente faleceu no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1999 com insuficiências renal e cardíaca. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

Precedido por:

Ernesto Geisel Presidente do Brasil, 1979 — 1984

Seguido por: José Sarney