Floriano Peixoto

Floriano Peixoto
 
  Filho do pequeno agricultor Manuel Vieira de Araújo Peixoto e Ana Joaquina de Albuquerque Peixoto, foi criado pelo tio, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. passou sua infância em Alagoas, de onde saiu aos 16 anos, indo morar no Rio de Janeiro, em 1857, após dois anos morando no Rio de Janeiro   Marechal Floriano Peixotoingressou no exército, em 1861, com a indicação de seu tio, conseguiu entrar para a escola militar, como tenente participou da guerra do Paraguai sob as ordens do General Osório e participou no cerco do ditador paraguaio Francisco Solano Lopes, morto em Cerro Corá, conseguindo chegar ao posto de tenente-coronel, terminou o curso de engenharia, interrompido durante a guerra e serviu no Amazonas (1872), Alagoas (1873), Pernambuco (1878), Alagoas novamente (1880) e em 1883 tornou-se brigadeiro, em 1874, alcançou o posto de coronel, em 1884, assumiu o cargo de Comandante-de-armas e presidente da província do Mato Grosso, cargo que exerceria durante um ano e que deixaria por problemas políticos em relação ao novo presidente do conselho de ministros, o barão de Cotegipe.
 
Em 1888, Floriano foi nomeado Mrechal-de-Campo e no ano seguinte, ajudante-general, no dia 15 de novembro de 1889, Floriano era o responsável pela segurança do visconde de Ouro Preto, o presidente do conselho de ministros, negando-se a participar do golpe militar contra a monarquia, mas também se negando a atacar as tropas golpistas comandadas por Deodoro da Fonseca, acabou favorecendo a vitória dos golpistas e durante o governo provisório assumiu o cargo de ministro da guerra em substituição a Benjamin Constant. em 1890, foi eleito senador pelo estado de Alagoas, participando da produção da primeira constituição da república, em 1891, concorreu como vice-presidente da chapa de Prudente de Morais contra a chapa de Deodoro da Fonseca e do almirante Eduardo Wandenkolk, e como as eleições de presidente e vice eram separadas, Deodoro da Fonseca ganhou para presidente e Floriano para vice, e após conturbados nove meses de governo, Floriano assumiu a presidência da república no lugar de Deodoro da Fonseca, negando-se a convocar novas eleições presidenciais como determinava a constituição, Floriano com o apoio dos latifundiários paulistas permaneceu na presidência durante seu governo, Floriano enfrentou muitas revoltas, entre elas a revolta da armada quando quinze navios da marinha estacionados na Baía de Guanabara, ameaçavam bombardear a cidade. ainda em 1893 eclode no sul a revolução federalista, o Brasil entra em clima de guerra civil. Neste clima é que se forjou o “florianismo” que apontava Peixoto como o salvador da República contra o perigo da restauração da monarquia, pois um dos comandantes da revolta da armada era o almirante monarquista Luis Filipe de Saldanha da Gama. Após combate as revolta com muita violência, isto lhe valeu o apelido de "marechal de ferro", doente e sem força política para tentar um golpe, foi substituído por Prudente de Morais, indo para uma estação de águas em Cambuquira (MG) e depois para a fazenda de um amigo em Divisa (hoje Floriano) em Barra Mansa (RJ), onde morreu em 29 de junho de 1895.