Hermes da Fonseca

Hermes Rodrigues da Fonseca, nasceu em São Gabriel, 12 de maio de 1855 –e morreu em Petrópolis, 9 de setembro de 1923). Presidente do Brasil entre 1910 e 1914. Era sobrinho de Manoel Deodoro da Fonseca.

 Hermes da Fonseca ingressou na Escola Militar aos 16 anos. Quando se formou serviu como ajudante de ordens do Conde D'Eu. Foi convidado pelo tio para ser ajudante-de-campo e secretário militar após a Proclamação da República. Desempenhou vários cargos governamentais até se tornar Ministro do Exército durante o governo de Campos Salles.

Quando Affonso Penna se elegeu manteve Hermes da Fonseca no ministério, até que esse pediu demissão devido à discussão na Câmara sobre a participação dos militares na vida política do país.

Lançou sua candidatura em oposição a Rui Barbosa e pela primeira vez no regime republicano se instalou um clima de campanha eleitoral com a disputa entre civilistas e hermistas. Com o convite de Nilo Peçanha para que retornasse ao cargo no ministério, Hermes da Fonseca se fortaleceu e venceu as eleições de 1910.

     Apesar de que no momento de sua eleição fosse bastante popular, quando teve de lidar com o primeiro problema grave de sua gestão, a Revolta da Chibata, sua imagem ficou abalada rapidamente. Para conter o movimento ordenou o bombardeio aos portos. Logo outra revolta veio conturbar o seu governo, a Guerra do Contestado, que não chegou a ser debelada até o final de seu governo. O mandato de Hermes da Fonseca, que terminou em 1914, caracterizou-se no quadro político principalmente pela política das salvações.

 

Depois do mandato presidencial elegeu-se senador pelo Rio Grande do Sul, mas renunciou antes de iniciar o mandato, partindo para a Europa só retornando em 1920. Durante o governo de Epitácio Pessoa , foi preso como presidente do Clube Militar devido a uma conspiração militar arquitetada contra o governo. Foi solto seis meses depois.

 

 Precedido por:

Nilo Peçanha Presidente do Brasil

1910 — 1914 Seguido por:

Venceslau Brás