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Doenças

Se a Europa culpa os Espanhóis de terem trazido a Sífilis da América, atribui-se aos Portugueses a responsabilidade da difusão do tabaco no mundo ocidental.

 

Ao possibilitar a circulação de pessoas e produtos entre as várias regiões, novos hábitos foram introduzidos nas populações.  Um desses hábitos foi o de fumar tabaco.

 

De inicio, o fumo do tabaco foi muito criticado, e em alguns Países como a Turquia e Rússia era mesmo um delito punível, no entanto, o uso do tabaco difundiu-se rapidamente espalhando os seus malefícios por todo o mundo, matando e continuando a matar milhões de pessoas.

   

".... há quem nunca tire da boca o tabaco em fumo e dos narizes o tabaco em pó e há muitos que nem de ambas as maneiras se fartam dele........

 

...chupam esses canudinhos acesos por uma ponta, reprimindo o fôlego quanto podem..

 

......abrindo-se alguns mortos em certas ocasiões, lhes acharam pela continuação e ardor desse fumo tudo por dentro negro e tostado como uma chaminé.. "

 

 

 Cirurgia de guerra

 

    À medida que se aperfeiçoavam as armas e se generalizava o seu emprego, os cirurgiões constataram que estas novas feridas de guerra apresentavam características diferentes das provocadas por lanças e espadas conhecidas até então..

  

  Se uma lança ou uma flecha eram facilmente extraídas, com o emprego das armas de fogo a remoção dos projeteis constituíam agora um sério problema para a sua remoção

 

 

Cauterização

 Havia necessariamente que desenvolver novas técnicas cirúrgicas para tratar estas lesões

 

As feridas causadas por armas de fogo eram consideradas envenenadas e deveriam ser sempre cauterizadas com ferro em brasa ou pés em ebulição

 

  Quer determinadas doenças, quer as infecções de lesões de guerra ou outras levavam a situações de isquemia de membros

   

 Não é por isso de admirar que numa época sem antibióticos, a  amputação de membros era a cirurgia mais freqüente

 

Antes da amputação aplicava-se ao membro um garrote bem apertado para diminuir a hemorragia . O osso era serrado e a hemorragia contida pela compressão e pela cauterização dos vasos que sangravam.

 

Por fim, introduzia-se o coto no interior de uma bexiga de boi ou de porco bem apertada em torno do membro amputado. Não se usavam anestésicos

  

  Uma referência a Paré, um grande cirurgião desta época que criou novos instrumentos cirúrgicos  e novas técnicas operatórias. Foi igualmente o incentivador da laqueação dos vasos em substituição dos métodos de cauterização

 

 

Sífilis

 

 A sífilis é uma doença contagiosa de evolução lenta e arrastada, que inicialmente mostra uma lesão característica no local de inoculação. Como na maior parte dos casos a doença se adquire por intermédio dos contactos sexuais com o indivíduo afetado, ela é considerada uma doença venérea.

 

     Os hábitos licenciosos e a falta da higiene fizeram alastrar rapidamente a doença.

 

Julga-se que a sífilis tenha sido trazida da América (ilhas do Haiti) pelos marinheiros de Cristóvão Colombo.

 

Mas a  atenção sobre a doença deu-se por volta de 1494, em conseqüência de um surto grave entre os soldados Franceses que nessa data cercavam Nápoles ( mal de Nápoles).

 

Em virtude das condições de promiscuidade da época, a doença difundiu-se rapidamente, tendo recebido nomes diferentes consoante os Países, já que cada um responsabilizava o outro sobre a origem do mal.

 

Os Franceses chamavam-lhe mal Napolitano. Os Napolitanos chamavam-lhe mal Francês. Os Holandeses chamavam-lhe mal Espanhol e os Turcos mal dos Cristão,.... mal Canadiano, mal Gálico etc..etc. etc..

 

Só mais tarde recebe o nome de Sífilis , que era uma personagem (Sifilo) de um poema médico publicado em 1536. Essa personagem era um pastor que sofria da doença.

 

Possivelmente em alguns doentes houve um excessivo exagero no diagnóstico, pois a partir de certa altura tudo era mal Gálico. Falava-se em gota gálica, feridas gálicas, humor gálico etc.

 

 

Sífilis secundária

  

 Os meios terapêuticos usados contra a sífilis compreendiam o mercúrio (utilizado já para as doenças de pele) quer sob a forma de ungüento para fricções, quer como fumigações (gravura ao lado) que se praticavam expondo o paciente aos vapores de mercúrio dentro de uma barrica.