As Guerras

  No início, as batalhas  no mar pouco diferiam das travadas em terra. Mas com a introdução das armas de fogo (Sec. XIV) as tácticas de guerra mudaram completamente. O nosso exército rapidamente se atualizou, usando os nossos soldados já revólver no tempo de D. João III Os navios foram igualmente equipados com canhões, tornando-se armas de guerra altamente temíveis.

      Os Muçulmanos rapidamente notaram que o domínio do comércio das especiarias, que anteriormente lhes pertencia, passava agora para as mãos dos Portugueses. Foi com eles que se travaram no mar e em terra combates decisivos.

    Afonso de Albuquerque ( 1510-1515 ) conquista pelo poderio militar várias cidades do Oriente. Mas como "quem com ferro mata, com ferro morre" as armas de fogo tornaram bem mais graves e delicados os cuidados médicos a prestar durante e após as batalhas. Os cirurgiões tiveram necessariamente que se adaptar a estas novas lesões e sequelas .

    As guerras tornaram-se assim mais mortíferas, e além disso como o número de soldados eram cada vez maiores, as epidemias e doenças subsequentes eram mais catastróficas. Os Portugueses sempre defenderam com valentia as missões que lhe foram confiadas. Esta valentia teve pesados custos e   muitos milhares de heróis morreram, quer das feridas de guerra, quer das epidemias ou das muitas emboscadas que sofreram, como no caso de Fernão de Magalhães.