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Marco Antônio

Marco Antônio (em latim: 83 a.C. - 30 a.C.), filho de Marco Antônio Crético e Júlia Antônia, foi um dos mais célebres militares e políticos romanos.

 Pertencente a uma família de origem patrícia (gens Antonia), Marco Antônio nasceu em Roma.

Seu pai, Marco Antônio Crético (Marcus Antonius Creticus), era filho do orador Marco Antonio (Marcus Antonius Orator), assassinado pelos partidários de Caio Mário, em 87 a.C. Sua mãe, Júlia Cesaris (conhecida como Júlia Antônia), era sobrinha de Júlio César. Marco Antônio Crético e Júlia Cesaris tiveram três filhos, Marco, Caio e Lúcio.

Tendo enviuvado ainda jovem, sua mãe voltou a casar-se, dessa vez com Públio Cornélio Léntulo Sura, um político que viria a ser acusado de envolvimento na Conjuração de Catilina, e que por isso foi executado por ordem de Cícero (razão da inimizade que se estabeleceu entre Marco Antônio e o célebre orador).

Fez uma brilhante carreira militar em campanhas na Palestina e no Egito, entre 57 e 54 a.C. Tornou-se depois um dos principais auxiliares de Júlio César, com quem era aparentado pelo lado materno, e ajudou-o na conquista da Gália. Em 51 a.C. foi designado questor, cargo de administração financeira que lhe garantiu um lugar no Senado. Em 49 a.C., ano em que se deflagrou a guerra civil entre os partidários de Pompeu e César, António tornou-se tribuno do povo, com a função de defender os plebeus da ação arbitrária dos magistrados.

 Casou-se com Fúlvia, de quem teve dois filhos, mas esta se meteu em conflitos políticos e acabou sendo exilada, morrendo no ano 40 a.C..

 Marco António ficou famoso na sua oratória perante o corpo de Júlio César - assassinado em 44 a.C., quando tratou de atrair a ira popular contra os assassinos, Bruto e Cássio, mas teve de enfrentar a oposição do grande orador Cícero, que pedia sua condenação à morte.

 Seu principal rival foi Octávio (posteriormente chamado de Augusto), sobrinho-neto e filho adotivo de César, que o derrotou em Modena, marchou sobre Roma e assumiu o poder. Reconciliados em 43 a.C., António casou-se com Otávia, irmã de Octávio. Junto com Lépido, formaram o segundo triunvirato Romano no qual Octávio ficou com o Ocidente, Marco António ficou com Oriente e Lépido com a África. O triunvirato teve pouca duração: Octávio neutralizou o poder de Lépido transformando-o em apenas pontifex maximus.

  Marco Antônio e Cleópatra, de Carracci.Marco António, como administrador das províncias orientais, intimou Cleópatra VII do Egito a encontrá-lo em Tarso para prestar esclarecimentos sobre denúncias de que teria ajudado seus inimigos. Marco António era um homem com vícios vulgares,  e ao saber disso Cleópatra preparou um magnífico banquete no seu navio, para recebê-lo. Seduziu-o e os dois se tornaram amantes. Logo Marco Antônio teve que voltar a Roma, e Octávio propôs um casamento político entre Marco António e Octávia, sua irmã. Quatro anos depois, ele voltou ao Egito onde repudiou a mulher e se casou com Cleópatra nos rituais egípcios, com quem já tinha três filhos: Cleópatra Selene, Alexandre Hélios e Ptolomeu. Na ocasião, Antônio dividiu as províncias orientais do império entre a rainha e seus filhos. Também se falava que pretendia o reconhecimento de Cesarion, filho de Cleópatra e César, como seu legítimo herdeiro, no lugar de Octávio. Após tornar público o testamento de António, onde este declarava que queria ser sepultado no Egito, declarou guerra aos dois, vencendo-os na batalha naval de Áccio, na costa da Grécia; um ano depois ele derrotou os dois amantes numa batalha em terra firme, e tomou Alexandria, onde logo após Marco Antônio e Cleópatra se suicidaram.

 Seus filhos foram criados por sua ex-mulher, Octávia.