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Cícero

Marco Túlio Cícero, (Arpino 3 de Janeiro 106 a.C. - 7 de Dezembro 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.

 Cícero nasceu numa antiga família do Lácio da ordem eqüestre, à qual havia sido dada a cidadania romana somente em 188 a.C. O pai proporcionou aos dois filhos, Marco, o mais velho, e Quinto, uma educação muito completa, sendo Marco Túlio entregue aos cuidados do célebre senador e jurista romano Múcio Cévola. Viveu num período especialmente turbulento da história de Roma.

 Advogado, Cícero passou seis meses em Atenas, em 79 a.C., com seu amigo Ático, onde estudou Filosofia. Após a morte de Sila, prosseguiu sua descoberta no mundo grego até 77 a.C., através de uma viagem à Ásia Menor e a Rodes onde escutou os grandes 

retóricos e filósofos e suscitou a admiração dos gregos por sua eloqüência.

O Cônsul Cícero, denuncia a conspiração de Ctilina no Senado romano em 63 a.C. Seus discursos tornaram-se referência filofica e base gramatical para o Latin.

 

Afresco de Cesare Maccari, 1882-1888.Após o assassinato de Júlio César, confiou demais no sobrinho e herdeiro de César, Octávio, e pronunciou-se contra Marco António nas famosas Filípicas, o que lhe foi fatal no momento em que ambos subiram ao poder. Marco António indicou Cícero em suas célebres proscrições e Octávio não ofereceu oposição; Cícero acabou sendo executado pelo centurião Herénio, após uma tentativa pouco convincente de fugir pelo mar.[1] Degolado, sua língua e suas mãos foram expostas nas escadarias do Senado.

 Cícero é, na oratória clássica, o equivalente romano do grego Demóstenes. Pela sua voz, postura, génio, paixão e capacidade de improvisação está dotado para o exercício da eloquência. São famosos os seus discursos contra Verres (as sete Verrinas), em prol da Lei Manília, contra Catilina (as famosas Catilinárias , em favor de Milão e de Marcelo e contra Marco António).

 É autor de diversos tratados filosóficos sobre o Estado, o bem, o conhecimento, a velhice, o dever, a amizade, entre outros, que transmitem a tradição do pensamento grego. Escreveu dez tratados filosóficos, entre os quais Re Publica, De Natura e De Legibus, quase 1.000 cartas, dezenas de orações, tratados de retórica e as célebres Catilinárias.

 As suas próprias idéias sobre a arte da oratória, assim como uma história desta, expressam-se em tratados escritos de forma dialogada, como De Oratore, Brutus, Orator e outros. De sua época, chegam-nos quase um milhar de cartas de Cícero sobre temas variados que constituem um valioso conjunto documental.

 Cícero desenvolveu a prosa latina do mesmo modo que Virgílio e Horácio o fizeram com a poesia. Suas obras vêm sendo lidas e estudadas de forma ininterrupta até a atualidade.