Quinta, 03 Janeiro 2013 18:06

Hino de São Paulo

 HINO DOS BANDEIRANTES

 Paulista, pára um só instante
Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das " bandeiras" !

    Deixa atrás o presente: Olha o passado à frente!
 Vem com Martim Afonso a São Vicente !

Galga a Serra do Mar ! Além, lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
Na sua rede virgem do Planalto.
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda !
Agora, escuta ! Aí vem, moendo o cascalho,
Botas - de - nove -l éguas, João ramalho.
Serra - acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta
De Nóbrega e de Anchieta.
 
Contempla os Campos de Piratininga !
Este é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai ! Segue a " entrada ! Enfrenta ! Avança ! Investe !

  Norte- Sul- Este- Oeste,
         Em "bandeira" ou "monção",
  Doma os índios bravios;
 
Rompe a selva, abre minas, vara rios;
                          No leito da jazida
Acorda a pedraria adormecida;
                          Retorce os braços rijos
E tira o ouro dos seus esconderijos !

                           Bateia, escorre a ganga,
                          Lavra, planta, povoa.
                          Depois volta à garoa !

 E adivinha através dessa cortina,
Na tardinha enfeitada de miçanga,
 
                          A sagrada Colina
                          Ao Grito do Ipiranga !
                          Entreabre agora os véus !

 Do cafezal, Senhor dos Horizontes,
Verás fluir por plainos, vales, montes,
Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus !
 
A lei nº. 337, de 10 de julho de 1974, revoga o artigo 3º da Lei n. 9854 ( * ) de 2 de outubro

de 1967, e institui, como letra do Hino Oficial do Estado de São Paulo, o poema “Hino dos Bandeirantes”.



 

 

 

 

 

 

 

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