Página do Governo de Rondônia | Constituição estadual | UNIR

  HISTÓRIA

            Os primeiros colonizadores portugueses começam a percorrer o atual estado de Rondônia no século XVII. Somente no século seguinte, com a descoberta e a exploração de ouro em Goiás e Mato Grosso, aumenta o interesse pela região. Em 1776, a construção do Forte Príncipe da Beira, às margens do rio Guaporé, estimula a implantação dos primeiros núcleos coloniais, que só se desenvolvem no final do século XIX com o surto da exploração da borracha. No início do século XX, a criação do estado do Acre, a construção da ferrovia Madeira-Mamoré e a ligação telegráfica estabelecida por Cândido Rondon representam novo impulso à colonização. Em 1943 é constituído o Território Federal de Guaporé, com capital em Porto Velho, mediante o desmembramento de áreas pertencentes aos estados de Mato Grosso e Amazonas. A intenção é apoiar mais diretamente a ocupação e o desenvolvimento da região, que em 1956 passa a se chamar Território de Rondônia. Até a década de 60, a economia se resume à extração de borracha e de castanha-do-pará. O crescimento acelerado só ocorre, de fato, a partir das décadas de 60 e 70. A política de incentivos fiscais e os intensos investimentos do governo federal, como os projetos de colonização dirigida, estimulam a migração, em grande parte originária do Centro-Sul. Além disso, o acesso fácil à terra boa e barata atrai grandes empresários interessados em investir na agropecuária e na indústria madeireira. Nessa época, a descoberta de ouro e cassiterita também contribui para o aumento populacional. Entre 1960 e 1980, o número de habitantes cresce quase oito vezes, passando de 70 mil para 500 mil. Em 1981, Rondônia ganha a condição de estado.

– Localização: oeste da Região Norte. Área: 238.512,8 km2. Relevo: planície a O, depressões e pequenos planaltos a N, planalto a SE. Ponto mais elevado: serra dos Pacaás (1.126 m). Rios principais: Madeira, Ji-Paraná, Guaporé, Mamoré. Vegetação: floresta Amazônica e cerrado a oeste. Clima: equatorial. Nº. de municípios: 52 (1999). Municípios mais populosos: Porto Velho (309.750), Ji-Paraná (93.346), Cacoal (75.171), Ariquemes (73.228), Jaru (47.126), Vilhena (46.482), Rolim de Moura (43.699), Ouro Preto do Oeste (40.443), Guajará-Mirim (39.853), Pimenta Bueno (31.710) (est. 1999). Hora local: - 1h. Habitante: rondoniano. POPULAÇÃO – 1.296.856 (est. 1999). Densidade: 5,44 hab./km2. Crescimento demográfico: 1,5% ao ano (1991-1996). Migração interna: 57,84% (1997). IDH: 0,82 (1996). SAÚDE – Mortalidade infantil: 34,76‰ (1998). Médicos: 4,62 por 10 mil hab. (1999). Leitos hospitalares: 2,6 por mil hab. (1999). Hospitais públicos: 90 (1999). EDUCAÇÃO – Crianças de 7 a 14 anos fora da escola: 14,9% (1996). Matrículas no ensino infantil: 2.276 (1999). Matrículas no ensino fundamental: 322.870 (1999). Matrículas no ensino médio: 45.674 (1999). Matrículas no ensino superior: 9.306 (1998). Analfabetismo: 7,58% (1996). GOVERNO – Governador: José de Abreu Bianco (PFL). Senadores: 3. Deputados federais: 8. Deputados estaduais: 24. Eleitores: 836.179 (1998). ECONOMIA – Composição do PIB – Agropecuária: 17,6; indústria: 5,8; serviços: 76,6 (1998). Participação no PIB nacional: 0,73% (1998). Renda per capita estadual: US$ 3.794 (1998). Agricultura: milho (217.880 t), arroz (151.159 t), mandioca (250.394 t), café (72.000 t), feijão (60.328 t), cacau (6.887 t) (1999). Pecuária: bovinos (4.330.932), suínos (422.622) (1997). Mineração: estanho-cassiterita (11.400.574 kg) (1997); nióbio-col.-tant. (2.200 kg), ouro (1.324.000 g) (1997). Indústria: madeireira, extrativa mineral e alimentícia. CAPITAL – Porto Velho. Habitante: porto-velhense. População: 309.750 (est. 1999). Prefeito: Carlos Alberto de Azevedo Camurça (PDT). Data de fundação: 2/10/1914.