Quarta, 02 Janeiro 2013 01:57

Desenvolvimento

    O Rio de janeiro nasceu de uma forma diferente da maioria das cidades. Estas costumavam surgir através das povoações em locais  possíveis a sobrevivência e a 

Prédio construído em meados do século XVII para abrigar a cadeia púvlicapermanência de determinados grupos humanos. Após o povoamento inicial passavam a categoria de aldeias, vilas, até chegarem a ser cidades.

     Entretanto, o Rio de Janeiro surgiu em um local predeterminado, sendo uma cidade planejada que teria de ser implantada em local seguro e que garantisse a posse da Baía de Guanabara para os portugueses, pois o elemento fundamental  da posição geográfica do Rio de Janeiro é a configuração dessa Baía que constitui uma das reentrâncias mais notáveis de nosso litoral e por cuja posse lutaram os portugueses.

    A cidade, no século XVI, foi fundada em uma praia entre a encosta do Pão de Açúcar e o morro Cara de Cão- a 1º março de 1565. Porém, alem do aspecto estratégico militar, havia ali outros inconvenientes que deveriam ser superados, como a falta de terreno para sua expansão e de terras para lavoura e pastagens, o isolamento, a vulnerabilidade e a falta d’água. Assim, a cidade foi transferida, a 19 de Fevereiro de 1567, para o morro de São Januário (chamado de castelo, no século XVIII), após a vitória de Estácio e Mem de Sá sobre a resistência dos aliados franco-tamoios, onde ali, puderam erguê-la em caráter definitivo e com uma situação estratégica singular, pois se situava a 60 metros de altura e à beira mar, na parte ocidental da Baia de Guanabara, numa posição bastante privilegiada em relação aos planaltos centrais e em condições estratégicas excepcionais do ponto de vista militar. Contudo, somente no século seguinte, deu-se a posse definitiva, sob o ponto de vista urbanístico, da várzea e do sertão.

    Os limites da cidade do Rio de Janeiro, no século XVII, eram dados pela ocupação das ordens religiosas: os Jesuítas que tiveram presentes na cidade de São Sebastião desde o momento de sua fundação, instaram-se, definitivamente, até sua expulsão, no castelo e fundaram engenhos na região do atual largo da Segunda Feira, no Engenho Novo, onde hoje estão os bairros de Inhaúma e Pilares e na região de São Cristóvão e Santa Cruz. A ordem de São Bento foi a primeira das ordens regulares a se instalar no Rio, depois dos Jesuítas e, em 1590, instalou-se em uma granja com capela anexa, num outeiro próximo que recebeu o nome de São Bento, mais tarde, rua Direita, hoje 1º de Março. Em seus terrenos, os beneditinos abriram uma rua, desde o fim da rua da Quitanda até a prainha, hoje rua de São Bento. Os beneditinos estiveram presentes também, na região do Recôncavo da Guanabara, em terras pertencentes hoje ao município de Duque de Caxias.

Os carmelitas instalaram-se na ermida do Ó, em frente ao lago que dava para o mar, (atual Praça 15) e, diferente das demais ordens, recusaram a oferta do morro próximo e permaneceram na planície.

      Em 1592, vindos do Espírito Santo, chegaram à Guanabara os primeiros frades franciscanos, estabelecendo-se na ermida de Santa Luzia ma, em 1607, transferiram-se para o outeiro de Santo Antônio que foi ponto de partida de intensa atividade missionária. A última ordem a se estabelecer na cidade foi a dos capuchinhos (franceses) que é um ramo dos franciscanos, em 1650, instalando-se no morro fronteiro ao de são Bento, na ermida de Nossa Senhora da conceição.

    Conclui-se, assim, que, durante essa centúria, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro estava limitada geograficamente por essas ordens religiosas, tendo o centro de atividades urbanas se desenvolvido nesse espaço.

    A população, até o século XVII, crescera com rapidez. A chegada de colonos portugueses e principalmente, o nascimento de mamelucos, propiciou a expansão pela planície uma vez que o morro tornou-se pequeno, a medida desse crescimento. Daí a necessidade de conquistar a várzea, formada por vasto terreno e ladeada por quatro elevações: São Januário, Manuel de Brito (depois, São Bento), conceição e Carmo (mais tarde, Santo Antônio). A descida para a várzea deu-se por três ladeiras: Misericórdia, Cotovelo (após, Castelo) e poço do Porteiro (depois, da Ajuda). A primeira, por proximidade do mar, facilitou a conquista da várzea, tendo junto ao seu inicio, sido aberta a primeira rua do Rio de Janeiro, a “rua Direita para Misericórdia” (mais tarde, em 1640, “rua da Misericórdia”).  Alem desta, em virtude das já comentadas ladeiras, surgiram as ruas Direita, São José, e da Ajuda. Com o tempo, perpendicular ou paralela a estas ruas foram abertas outras, alem de travessas e becos, com nomes das artes e ofícios elementares ou comércio nelas estabelecidos, sem quaisquer preocupações urbanísticas.

      Como não havia planejamento urbanístico, o traçado da cidade apresentava quarteirões quadrangulares, sem uniformidade. As ruas, mal delineadas, resultaram ou do caminhar dos habitantes encurtando distâncias ou fugindo dos alagadiços; ou do aforamento da marítima da cidade em 1646, que abrangia as praias da Peaçaba (depois, da misericórdia) e de Manuel de Brito (atualmente, onde está a Praça Mauá), e assim, às primitivas trilhas, picadas e atalhos, transformaram-se nas principais vias públicas da cidade. De 1600 a 1699, deu-se a conquista da várzea através desta expansão urbana não planejada e, em fins do século XVII, já se havia fixado na cidade, através de caminhos e de núcleos de urbanização, o futuro da mesma.

       O açúcar foi um dos responsáveis pelo desbravamento das terras em ao sul, através do surto de engenhos que representaram o mais importante fator econômico de desenvolvimento da cidade, nessa época. O século XVII, foi o da monocultura de cana-de-açúcar, em torno da Guanabara e da parte norte da capitânia de São Tomé. Com a expansão da lavoura e da indústria açucareira, a cidade e o porto do Rio de Janeiro experimentaram um relativo progresso. Porém, apesar da região possuir o melhor ancoradouro de toda costa Brasileira, não era grande, inicialmente, o número de embarcações que o procuravam, pois a Bahia era o centro administrativo e econômico da colônia. Contudo, a atividade açucareira contribuiu para o surgimento, em volta da Guanabara, de pequenos núcleos de povoamento que se comunicavam com o mar por numerosos rios que desaguavam na baía, fazendo crescer o número de habitantes e tornando a cidade do Rio de Janeiro e seu porto cada vez mais importantes. Para a região da urbe carioca, a Guanabara e seu recôncavo serviram eixo e escoadouro, inaugurando a função do Rio de Janeiro como entreposto comercial e porto exportador para a metrópole.

    É interessante apontar que a importância político-estratégica acompanha a econômica. E assim, o porto do Rio de Janeiro mereceu atenção especial desde quando os holandeses ocupavam o Nordeste, forçando o tráfico direto com Lisboa. Também se destacou como elo entre o norte da colônia (Bahia e Pernambuco) e o sul afastado do litoral (São Paulo), chegando ao Rio da Prata. O porto do Rio de Janeiro foi o ponto de apoio fundamental para a fundação e manutenção da colônia de Sacramento e ainda para povoamento do sul e do centro sul do Brasil.

      No dizer de Charles Boxer, o século XVII bem pode ser chamado o “século do açúcar”. Como a força da produção açucareira estava voltada para o mercado externo, o porto do Rio de Janeiro cresceu em importância, tornando-se um porto de açúcar, além de importar através do porto de Lisboa, artigos manufaturados europeus.

      Estabelecidos no Rio de Janeiro, os portugueses conseguiram, pelo domínio da Guanabara e crescimento da importância de seu porto, garantir a continuidade de sua obra colonizadora.

Em fins do século XVII e durante o século seguinte, nota-se um grande progresso na urbe carioca. Na época do ouro, do desenvolvimento comercial e dos portos, produziu-se um desdobrar de empreendimentos. No final da centúria, com a fundação do colônia de Sacramento, exigindo de Portugal a concentração de recursos nessa direção, e a descoberta do ouro nas Minas Gerais, destaca-se a importância estratégica e militar do porto do carioca, além de tornar-se o ponto de escoamento da produção das minas e de importação das mercadorias estrangeiras destinadas aos centros populosos de mineração no vasto território das Minas Gerais. 

      O ouro que partia das minas, antes de chegar ao Rio de Janeiro, passava por Taubaté e através do “caminho velho”, ia por terra até Parati; daí, por mar, alcançava o porto carioca. Era um caminho longo e onde se corria riscos, visto que por mar o ouro poderia ser pilhado por piratas. Esses inconvenientes levaram a metrópole a dar instruções para a abertura de um novo caminho que fizesse a ligação direta com das minas com o Rio de Janeiro. Graças a esse “caminho novo”, construído por Garcia Rodrigues Paes, nos primeiros anos do século XVIII, e já mencionado no inicio deste artigo, ganhou-se uma grande economia de tempo e redução da distância entre o Rio e as áreas de mineração, além da cidade e seu porto tornarem-se o escoadouro planalto mineiro e seu cento de abastecimento, ganhando a importância que tem hoje.

        As relações comerciais entre Lisboa e Porto de um lado e, o Rio de Janeiro do outro, aumentaram consideravelmente e, a partir de meados do século XVIII, manteve o comercio exterior mais volumoso que qualquer outro da colônia.

     Graças a vantagem da posição da Guanabara, bem mais próximo das minas e do extremo sul da colônia do que Salvador, é que no ano de 1763, o Rio de Janeiro, arrebatou àquela cidade, a função de capital. Também e, principalmente, para a luta na manutenção de Sacramento.

        Nesse período de transferência da sede do vice-reinado, já se manifestava os primeiro sinais de declínio da produção das minas, contudo o crescimento da produção agrícola não permitiu um decréscimo no volume das transações comerciais do porto carioca. Na baixada da Guanabara, constituiu-se rapidamente uma importante área agrícola que manteria o prestigio da cidade até a segunda metade do século XVIII. Era estreita a dependência entre os engenhos da baixada e a cidade, graças às comunicações diretas através dos rios do recôncavo e da própria baía. Através de inúmeros pequenos portos, fazia-se a remessa dos produtos agrícolas para a cidade. Durante o período da mineração, o Rio foi o porto do ouro, porem, não perdeu sua condição de porto do açúcar. Na década de 1770, o “ouro branco” voltou a ocupar o seu lugar, juntamente com a exploração de outras riquezas brasileiras, especialmente fibras, madeiras, tintas e cereais, além da intensificação das atividades de subsistência.

     Tendo em vista todas essas transformações, é importante lembrar que houve um considerável aumento da população. Corcino Medeiros dos Santos, em sua obra “Relações comerciais do Rio de Janeiro com Lisboa, _ 1763-1808” – apresenta-nos números bem significativos referentes à cidade.

            “Em 1779, a população carioca era de 43.376 habitantes, sendo 19.578 brancos, 8812 pardos e pretos libertos, e 14986 escravos. Mas, em 1789, essa população já era de 168.769 indivíduos, sendo 86.321 livres e 82.448 escravos. A comparação dos números nos mostra que em dez anos a população quase quadruplicou.”

         Nesse século, a cidade sofreu grandes transformações sócio-urbanístico. Além de o Rio ser o principal porto importador de escravos e o comercio da cidade dar sustentação ao mercado consumidor das Minas Gerais e seus comerciantes, a questão do ouro foi um ponto importante para essas transformações. A ambição das da riqueza sentiu-se no panorama urbano. Aos pouco, fora, feitos melhoramentos para a vida da cidade; construíram-se chafarizes, cais, algumas providências higiênicas que melhoraram a condição do povo; iniciou-se uma tomada de consciência urbanística.; tomaram-se algumas iniciativas para  solucionar questões referentes a obtenção da água e iluminação pública. Nesse século deve-se considerar o melhor calçamento e conservação das ruas, onde começaram a trafegar os primeiros veículos de roda como a sege e os coches.
  
        Apesar disso, será com a vinda da família real para o Brasil, no início do século XIX, que a cidade do Rio de Janeiro passará por uma transformadora reviravolta. A chegada e  instalação da corte romperá  o equilíbrio da cidade e transformará sua fisionomia. É a partir deste século que a cidade do Rio de Janeiro começa a modificar, radicalmente, sua forma urbana e apresentar uma estrutura espacial estratificada em termos de classes sociais.

          Até então, a urbe carioca limitada pelos morros do Castelo, de São Bento, Santo Antônio, e da Conceição, era uma cidade apertada, com escassez de meios de transportes coletivos, poucos trabalhadores livres e reduzida elite, compondo-se sua população, basicamente, de escravos, apesar da importância de seu porto e das relações com a região ao redor a Baia da Guanabara, cujas freguesias, durante este século, serão abastecedores de alimentos para o Rio de Janeiro.
 
      Com a queda de Napoleão em 1814, o posterior congresso de Viena e a reaproximação dos reinos de Portugal e França, o comércio carioca adquiriu feições novas.  O porto do Rio passou a ter um imenso movimento com a chegada de navios que traziam novidades, mas também levavam nossas matérias primas. E, com as mercadorias chegavam comerciantes e representantes de firmas comerciais de países estrangeiros, sobretudo Ingleses e Franceses. Com essa intensificação do movimento comercial, às atividades portuárias começaram a se deslocar da praia de D. Manuel em direção a Saúde, Gamboa,  e ao Valongo.

        As freguesias da Candelária e São José, abrigando o Paço imperial e as repartições mais importantes do reino, transformaram-se, preferencialmente, em local de residência das classes dirigentes. Já as classes sociais que contavam com reduzido ou nenhum poder de mobilidade, fixavam-se cada vez mais nas outras freguesias urbanas, especialmente, nas de Santa Rita e Santana, originando os atuais bairros da Saúde, Gamboa, e Santo Cristo.
 
      Em 1821, a cidade do Rio de Janeiro, ainda restringia-se às freguesias de São José, Candelária, Sacramento, Santa Rita e Santana, sendo as demais freguesias existentes, predominantemente, rurais, embora houvesse entre aquelas ditas urbanas uma diferenciação social.

      O desenvolvimento urbano, o crescimento da população, a maior circulação de mercadorias e a intensificação de ofícios, determinaram o aparecimento da Cidade Nova, um bairro novo ligado ao Engenho Velho, particularmente São Cristovão levando a criação da freguesia de Santo Antônio, em 1854.

   As freguesias rurais, situadas mais próximas do centro, como Laranjeiras, Gloria, Catete e Botafogo pouco a pouco tiveram suas fazendas recortadas por chácaras de fim de semana, que posteriormente, transformaram-se em local de residência permanente das classes dirigentes; além disso, o antigo arraial de São Cristóvão, abrigando a residência da família real, passou, a ser procurado também por aqueles que tinham poder de mobilidade, após o aterramento de parte do Saco de São Diogo, vizinha do caminho das lanternas, ligando o centro à quinta da Boa vista.

  Enfim, o Rio de Janeiro da primeira metade do século XIX é uma cidade que inicia sua transformação tanto econômica, quanto política e social.

    Dividida socialmente entre senhores e escravos, a cidade tem seu desenvolvimento econômico baseado por sua afirmação como eixo portuário de articulação da lavoura escravista do café, que se expandia pelo vale do Paraíba, com o mercado mundial. Todo esse desenvolvimento inesperado estendeu vários meios de transportes de uma ponta a outra da cidade; foi em direção a São Cristóvão, local de residência da família real, que se dirigiram as primeiras diligências de que se em noticia e, em 1838, quando circularam os primeiros ônibus de tração animal, uma das linhas também se dirigia a esse bairro. Entretanto as ruas tornavam-se mais estreitas, visto o aumento de homens e mercadorias. Para a maioria dos estrangeiros que chegavam, o Rio de Janeiro era uma cidade feia, suja e malcheirosa, cortada por becos e ruas estreitas: um contraste vivo com a beleza exuberante da natureza tropical.

     A presença da corte modificou os costumes, atraiu representantes diplomáticos de velhos paises europeus e novos paises americanos, fez o Rio de Janeiro expandir espacialmente e mudar sua aparência, determinou a criação de escolas e o fim da proibição da existência de gráficas, possibilitando a maior circulação de noticias e idéias através de jornais e revistas. É assim que o Rio de Janeiro começa a se ampliar, transformando-se numa área definida.

    A segunda metade do século XIX caracterizou-se pela emergência de forças de renovação que traziam marcantes transformações, tanto na aparência quanto no conteúdo, da cidade do Rio de Janeiro.

     No âmbito mundial, a chamada segunda revolução industrial, consagrou a Inglaterra como a grande potência econômica mundial, embora outros paises também se transformassem através da grande indústria capitalista. O comércio mundial crescia rapidamente e as exportações de capitais, sob a forma de empréstimos públicos e investimento direto, resultaram na instalação das bases materiais para o inicio da modernização das economias periféricas. As ferrovias, a navegação a vapor, novas instalações portuárias e serviços públicos responderiam aos novos fluxos de matérias-primas e produtos industrializados.

     Esse desenvolvimento do capitalismo europeu, passando por diversas transformações durante o século XIX, levando à sua projeção internacional, refletir-se-ia em países periféricos como o Brasil. Cidades como: Rio de Janeiro, Montevidéu, Buenos Aires, entre outras, teriam de adaptar-se as novas exigências econômicas e mudanças sociais, determinando assim, transformações radicais em suas estruturas urbanas, levando a um processo de modernização, baseado na aceitação de modelos urbanos europeus, de acordo com a nova ordem econômica internacional.

 

 

 

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