Segunda, 31 Dezembro 2012 12:21

Deodoro da Fonseca

Deodoro da Fonseca

 
Filho do militar alagoano Manuel Mendes da Fonseca Galvão, Deodoro matriculou-se, em 1843, na Escola Militar do Rio de Janeiro e formou-se no curso de Marechal Deodoro da Fonsecaartilharia em 1847. No ano seguinte, combateu a Revolução Praieira em Pernambuco, participou da Guerra do Paraguai (1865-1870), sendo ferido nas batalhas de Angustura e Itororó, em 1868, chegou ao posto de coronel, em 1874, de brigadeiro e em 1884, foi promovido a Mrechal-de-Campo, em 1885, foi nomeado comandante-de-armas do Rio Grande do Sul, depois chegando ao cargo de presidente dessa província.

 No posto de presidente da província do Rio Grande do Sul envolveu-se na Questão Militar, onde confrontou-se com o presidente do Conselho de Ministros, o barão de Cotegipe e com o próprio imperador Dom Pedro II. Acabou sendo exonerado do cargo, voltando ao Rio de Janeiro, em 1887, tornou-se presidente do Clube Militar e negou-se a perseguir escravos fugitivos, e como forma de afastá-lo da política, foi nomeado para o comando militar do Mato Grosso pelo visconde de Ouro Preto, na época, o presidente do Conselho de Ministros, em 1888, indignado com as atitudes do governo imperial abandonou o posto em meados de 1889 e voltou para o Rio de Janeiro, mesmo sendo monarquista aderiu ao movimento republicano e liderou o golpe militar que depôs o visconde de Ouro Preto e acabou com a monarquia no Brasil, instaurando o regime republicano, e como chefe do governo provisório republicano, Deodoro da Fonseca convocou a Assembléia Constituinte que acabou por aprovar nossa primeira Constituição em 24 de fevereiro de 1891, candidato à presidência da República foi eleito indiretamente pelo voto dos congressistas após pressões dos militares e ameaças de golpe e seus nove meses na presidência da República foram de desentendimentos com os parlamentares civis, em sua maior parte, representantes dos latifundiários brasileiros e  revoltado com a falta de apoio parlamentar, deu um golpe de Estado, fechando o Congresso Nacional em 3 de novembro  contudo, enfrentando a resistência da marinha e do vice-presidente, Floriano Peixoto, líder de uma parcela do exército, acabou renunciando ao cargo no dia 23 de novembro de 1891. vindo a falecer no ano seguinte.



 

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