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Bandeira do Ceará

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                                                                                                       História do Ceará

 

 Em 1603, Pero Coelho de Sousa obteve de Diogo de Botelho, então Governador Geral do Brasil, a patente de Capitão-Mor com a finalidade de colonizar a capitania do Ceará. Pero Coelho, porém acabou fugindo como um coelho assustado (desculpem o trocadilho) depois de enfrentar os índios Tabajaras que habitavam a serra da Ibiapaba e foi tentar melhor sorte na barra do rio Ceará, onde ergueu uma fortificação a que deu o nome de São Tiago. Contudo, uma terrível seca nos anos de 1605 e 1606, assustou novamente Pero Coelho e desta vez era para assustar mesmo, pois muitos morreram, de fome e de sede, durante a  retirada do infeliz colonizador.

 

Os Jesuítas e os índios poliglotas...

 

    Em 1607 chegaram os primeiros jesuítas da Companhia de Jesus. Então os padres Luis Figueira e Francisco Pinto iniciaram o difícil trabalho de catequese dos silvícolas nas terras cearenses. Porém, nem todos os índios aceitavam os estrangeiros e os tocarijus, uma das nações mais ferozes, atacaram os infelizes religiosos numa emboscada na mata. Do ataque, resultou o trucidamento do Padre Francisco Pinto. O Padre Luis conseguiu escapar. Não se sabe os motivos da violenta ação dos silvícolas, mas é justo supor que os tocarijus não viam com bons olhos a invasão do seu país e a destruição da sua cultura.

 

     Os jesuítas, ao invés de ensinarem técnicas úteis, insistiam em ensinar, entre outras inutilidades, retórica, português e até latim. Quando os religiosos foram embora, os "índios poliglotas" voltaram para as matas menos preparados para a caça e a pesca, atividades primitivas que lhes garantiam a subsistência.

 

Soares Moreno não beijou a virgem dos lábios de mel...

 

    Nova ação colonizadora chega ao Ceará em 1612, chefiada pelo capitão Soares Moreno. Desembarcou direto na Barra do Ceará, onde já sabia existir uma fortificação, resultante da expedição de Pero Coelho de Sousa, da qual o capitão também fizera parte.  Moreno, muito habilidoso e inteligente, logo fez amizade com os chefes indígenas. Construiu  o forte de São Sebastião aproveitando as ruínas do São Tiago erguido por Pero Coelho e também uma capelinha ao lado a qual chamou de Nossa Senhora do Amparo. Era o primeiro núcleo da civilização cearense. O capitão, porém, era constantemente chamado para combater ora os franceses que invadiam o Maranhão, ora os Holandeses  que ocupavam Pernambuco e assim  de uma dessas viagens acabou não voltando mais.

 

    Benquisto,  Soares Moreno deixou muitas saudades, tanto que foi personagem do romance Iracema, de José de Alencar. A obra aliás, apesar de ser pura ficção, é às vezes, ingenuamente, cobrada como realidade. Portanto,  o bravo capitão não beijou os famosos lábios de mel da musa de Alencar.

                                                    

Forte Schoonenborch - depois forte de Nossa Senhora da Assunção

A edificação é atualmente ocupada pelo Quartel

 da Décima Região Militar.

 

                

 Em 1637  a capitania do Ceará foi invadida pelos holandeses que tomaram o Forte São Sebastião e hastearam a bandeira holandesa. A expedição foi enviada pelo príncipe Maurício de Nassau. O forte resistiu bravamente com apenas 33 homens sob o comando do valente Bartolomeu de Brito mas, a pouca munição facilitou as coisas para os invasores. Os holandeses permaneceram em terras cearenses durante sete anos até que os índios se revoltaram e trucidaram todos até os chefes. Prenunciava-se aí a  bravura de uma raça.

 

  

    Mas os holandeses voltaram no ano de 1649, com mais de trezentos homens numa expedição chefiada por Matias Beck que fundou  às margens do riacho Pajeú, o Forte Schoonenborch e uma vila .Os teimosos invasores foram finalmente banidos da capitania por Álvaro de Azevedo Barreto em 1654. O valente libertador construiu sobre as ruínas do  Schoonenborch o Forte de Nossa Senhora da Assunção, atualmente quartel da décima região militar.

 

Em volta deste nasceu Fortaleza. Esta no entanto, não foi a primeira capital do Ceará, a primeira capital foi Aquiraz.

 

 

A primeira vila e a primeira capital

 

 

     A carta régia para a criação da primeira vila do Ceará foi datada de 13 de janeiro de 1699, mas a fundação, de fato, foi no dia 25 de janeiro de 1700.As eleições para escolher os vereadores da câmara aconteceram no Iguape, localidade próxima da sede atual do município de Aquiraz.   

 

     Os primeiros habitantes foram os índios aquirases.  A vila foi denominada São José de Ribamar e teve a sua sede transferida várias vezes. Ora para as margens do Rio Pajeú, ora para a Barra do Ceará, até se fixar finalmente, a partir de 1713, em Aquiraz , nome (atualmente grafado com "z") que significa: "gente da terra". Nos fins do século XVII, esse município abrigou a primeira sede do Governo do Ceará ou seja, a capital do estado.

   

                            Aquiraz, o tesouro  dos jesuítas e os santos na cadeia...

 

     Aquiraz surgiu em 1713 às margens do Rio Pacoti. Para aí se dirigiram, em 1727, os missionários da Companhia de Jesus e fundaram um convento ou hospício. Ainda se encontra de pé, embora em ruínas, uma sólida parede da capela, constituída de pedras e tijolos de barro cozido, que provavelmente resistirá firme por muito tempo.Os habitantes locais, sobretudo os mais velhos, ainda hoje falam muito de um tesouro que teria sido deixado enterrado pelos jesuítas durante a desastrosa fuga de 1759 quando foram expulsos do território brasileiro por Marquês de Pombal. Alguns até hoje arriscam cavando aqui e ali quem sabe um dia...

 

 

     Embora transcorridos tantos anos,  Aquiraz continua  a evocar o passado longínquo em quase todos os seus detalhes. O progresso arrasador de tradições, felizmente, ainda não se fez presente de modo decisivo. Não fugindo a regra geral das cidades coloniais, o centro do município volta-se todo para a pracinha da Matriz, onde ao cair da tarde as mocinhas passeiam, fingindo sempre indiferença aos olhares cobiçosos dos outrora tímidos rapazes locais.

 


 

 Referências: Wikipédia, a enciclopédia livre