Sábado, 29 Dezembro 2012 17:42

Manaus

A capital do Amazonas foi, talvez, a cidade que mais conheceu a riqueza, os encantos e o glamour do primeiro mundo no Brasil, somando a seus rios e florestas o ouro e a sofisticação importadas da Europa.

 Localizada à margem esquerda do rio Negro, Manaus teve origem em um pequeno arraial formado em torno da fortaleza de São José do Rio Negro, criada para guarnecer a região de possíveis investidas dos inimigos, em 1669. Erguida a base de pedra e barro, sem fosso e quadrangular, a construção foi chamada de Forte de São João da Barra do Rio Negro e ficava a três léguas da foz do rio. Durante 114 anos, o forte manteve suas atividades de defesa da região.

O arraial foi fundado em 1669, passando a ser o Lugar da Barra e tornando-se sede da capitania de São José do Rio Negro (ano de 1758). No princípio do século XIX, em 1833, foi elevado à categoria de vila com o nome de Manaós, em homenagem à tribo de mesma denominação que se recusava a ser dominada pelos portugueses e negava ser mão-de-obra escrava (para militares e religiosos). Quando recebeu o título de cidade em 24 de outubro de 1848, era um pequeno aglomerado urbano, com cerca de 3 mil habitantes, uma praça, 16 ruas e quase 250 casas.

  A riqueza do látex proporcionou uma reviravolta estrutural, implantando serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, sistema de telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios de diversas bandeiras e tamanhos. Depois da borracha veio a Zona Franca de Manaus. A cidade ganhou um comércio de importados e depois um pólo industrial onde se concentram centenas de fábricas.

Com a ZFM a capital voltou a experimentar um súbito crescimento demográfico: a população passa de 200 mil habitantes na década de 60, para 900 mil nos anos 80 e, finalmente, 1,5 milhão em 2002, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O parque industrial de Manaus hoje abriga mais de 400 empresas mundialmente conhecidas que geram mais de 50 mil empregos diretos; 350 mil indiretos, somente na cidade de Manaus e outros 20 mil nos demais Estados da região. Atualmente, o volume de capital gerado pela ZFM é superior a US$ 10 bilhões.

 Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia e seus descendentes caboclos desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.

E essa dualidade indígena-cabocla fez muito uso e transformou em tradição três elementos: o rio, a floresta e a várzea. O rio usado como meio de transporte, fonte de água, viveiro, entre outros, enquanto as terras de várzea eram utilizadas como base do trabalho agrícola dos roçados, formando o sistema regulador do plantio, colheita e pesca em função da dinâmica das cheias e vazantes dos afluentes e rios. E, por último, a floresta, para fornecer suprimento de caça, frutos, alimentos, drogas, madeiras e cipós.

Esses elementos moldaram o sistema de vida dessas populações que ocuparam a Amazônia por primeiro, criando, a partir daí, seus próprios utensílios, instrumentos, técnicas, mitos e valores. E os aspectos físico-geográficos influenciaram no estabelecimento das relações sociais e ecológicas.

De herança da cultura indígena-cabocla, os povos da Amazônia puderam conhecer as práticas agrícolas de roçados de mandioca e culturas de subsistência; técnicas de desmatamento e queimada para preparação do solo; coleta e extrativismo de produtos da floresta; hábitos alimentares baseados no complexo da mandioca (farinha d'água, seca, tapioca, goma, tucupi, tacacá, entre outras); frutos silvestres como o tucumã, pupunha, açaí, sorva, bacuri, mangaba, e muito mais; além do uso da caça de animais silvestres e do complexo alimentar do peixe.

Também pode-se considerar herança dos primeiros habitantes o desenvolvimento de meios de transporte, tipos de casa e abrigo, artesanato e denominação de objetos, bichos, peixes, aves, plantas, rios e lugares conforme a toponímia regional.

É impossível contar parte da história do Amazonas ou fazer referência ao progresso da Amazônia sem falar do indígena-caboclo.

A CAPITAL

    A riqueza do látex proporcionou uma reviravolta estrutural, implantando serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, sistema de telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios de diversas bandeiras e tamanhos. Depois da borracha veio a Zona Franca de Manaus. A cidade ganhou um comércio de importados e depois um pólo industrial onde se concentram centenas de fábricas.


 

 

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