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Bandeiras Históricas

Bandeiras Históricas

  Ás bandeiras têm suas origens nas insígnias, sinais distintivos de poder ou de comando usados desde a antiguidade e que poderiam ser figuras recortadas em madeira ou metal, ou pintadas nos escudos. A substituição’ dos signos figurados de material rígido por tecidos pintados em cores vivas foi feita pelos romanos, com seu vexellium (estandarte), uma tendência que se acentuou durante a Idade Média.

A mais antiga regulamentação do uso das bandeiras de que se dispõe está incluída nas Sietes Partidas do rei Alfonso X, o sábio (1252-1284), especificando as diferenças entre o estandarte privativo de um príncipe, os pendões, os hierárquicos dos comandantes militares, as flâmulas de cada regimento, etc. Com as modificações trazidas pelo tempo, esse ainda é basicamente o procedimento usado até hoje: em todos os países o uso das bandeiras obedece à regulamentação rigorosa quanto à forma, cores e maneira de hastear.

No caso das bandeiras nacionais, a simbologia pode ou não observar as convenções heráldicas: a da França, por exemplo, limita-se exibir as cores nacionais, mas a da Grã-Bretanha tem um significado heráldico na medida em que se combina a cruz vermelha de São Jorge, padroeiro da Inglaterra, com a branca de Santo André, da Escócia, e a vermelha de São Patrício, da Irlanda. O estudo da vexilologia - isto é, da história e do simbolismo das bandeiras - é uma disciplina auxiliar das ciências sociais, justamente por revelar elementos muito significativos sobre a formação de cada caráter nacional.

 Vários países sugerem em suas bandeiras, a importância da agricultura para a subsistência do povo, ou a industrialização como uma esperança para o futuro (Angola, Moçambique); outros sugerem a linhagem de uma dinastia reinante (Liechtenstein), aspectos característicos da flora ou da fauna (Canadá, Líbano, Dominica), alusão ao processo de formação do país (as bandeiras da Grã-Bretanha, de Orange do Transval  que aparecem na antiga bandeira da África do Sul), ou seus elementos típicos (o templo de Angkor na do Camboja, o chapéu típico na do Lesoto).

 Além das cores tradicionais - o branco e o amarelo sugerindo o ouro e a prata dos brasões de armas, o azul geralmente relacionado com a aristocracia e o vermelho com movimentos revolucionários, etc. -, outras cores passaram a ser usadas mais recentemente: o marrom, por exemplo, adotado em algumas bandeiras africanas como uma alusão à raça negra.

 Em alguns casos, pode haver pequenas diferenças entre a bandeira civil, usada nas circunstâncias comuns, e a bandeira do Estado, usada em certas cerimônias oficiais ou como insígnia do chefe de Estado (a bandeira do rei na Arábia Saudita, por exemplo, é a bandeira civil, tendo, no canto inferior direito, em amarelo, o desenho de uma tamareira, símbolo de paciência e determinação, encimando dois alfanjes cruzados; a Bulgária, há diversas variações de bandeira como insígnia, etc.).

 


Referências: Wikipédia, a enciclopédia livre