Portugal no Oriente

Os portugueses concentraram seus esforços colonizadores no Oriente. Em 1505, o primeiro vice-rei Francisco de Almeida chegou à Índia e impôs o domínio português a todo oceano índico. Na batalha de Diu, desalojou as frotas Egípcia e Árabe, aliados dos venezianos, que dominavam o comercio de produtos orientais. A partir de então, estabeleceram uma série de feitorias ou entrepostos comerciais.

      Afonso de Albuquerque, segundo vice-rei da índia, organizou o império português no Oriente. Conquistou Goa, onde estabeleceu a capital, e estendeu o domínio português no mar Vermelho e do Golfo Pérsico até a Malásia.

       Em 1516, naus portuguesas chegaram a China. O Imperador chinês cedeu a ilha de Macau como entreposto comercial.

       O domínio português no Oriente durou aproximadamente um século. Durante esse período, Lisboa tornou-se a cidade mais rica da Europa e o mercado de escravos mais ativo do mundo.

      Na América, os portugueses tiveram de optar pela colonização. Às novas terras descobertas por suas armadas eram ricas em pau-brasil, uma madeira tintorial utilizada no acabamento de tecidos de lã na Inglaterra e, sobretudo, nos países baixos. A extração do pau-brasil tornou-se a principal atividade dos lusitanos nas novas paragens. Alem disso, o comércio de aves exóticas também era muito lucrativo.

      Para proteger esse patrimônio contra o assédio dos piratas, principalmente Franceses e ingleses que haviam sido excluídos do tratado de Tordesilhas com os espanhóis, Portugal se viu forçado a organizar um sistema de defesa. Em primeiro lugar, teve de contar com a boa vontade dos habitantes americanos. A aliança com às tribos nativas teve papel fundamental no estabelecimento de feitorias na costa brasileira. Nesse sentido, todos os europeus que participaram da extração de pau-brasil utilizaram o mesmo mecanismo. Foi a primeira intervenção européia nos assuntos dos nativos. A partir desse momento os europeus participaram das guerras intertribais, muitas vazes aproveitando-se da situação em benefício próprio.