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Colonização do Brasil

A partir de 1530, para evitar que ingleses e franceses, estabelecessem feitorias na costa visando a exportação do pau-brasil, os portugueses optaram pela colonização. Além disso, a presença de estrangeiros no Brasil poderia, eventualmente, representar uma séria ameaça ao caminho das Índias, visto que as rotas para o Oriente se tornariam extremamente vulneráveis.

      A partir de 1534, a coroa portuguesa instituiu o regime de donatarias para colonização do Brasil.

     A costa do Brasil, do Amazonas a São Vicente, foi dividida em doze capitanias hereditária. Apesar disso, a colonização do litoral do Brasil não se deu de forma imediata. As quatro capitanias que ficavam mais ao norte não foram ocupadas durante o século XVI. das oito restantes, apenas as de São Vicente e Pernambuco vingara, e experimentaram um crescimento populacional e econômico relativamente importante.

     Os donatários tiveram de lutar contra as adversidades da geografia, do clima, das doenças e, principalmente, a hostilidade dos habitantes nativos. A maior parte dos empreendimentos colonizadores dessa fase fracassou; seus núcleos populacionais foram dizimados ou ficaram condenados a estagnação demográfica e à insignificância econômica.

      a partir de meados do século XVI, iniciou-se no Brasil uma fase que muitos historiadores chamaram de "ciclo do açúcar" . O ciclo do açúcar não começou propriamente com a expansão da agroindústria açucareira para o Brasil. Esta fora antes ensaiada por quase um século, com sucesso nas ilhas atlânticas. Na verdade o cultivo da cana-de-açúcar  foi a principal base material que propiciou o estabelecimento do europeu nos trópicos. No açúcar, o Brasil teve, embora com altos e baixos durante todo período colonial, sua maior fonte de riqueza.

     A expansão da agroindústria do açúcar para o Brasil foi responsável pelo comércio de escravos africanos em grande escala. O tráfico de escravos africanos tornou-se um dos setores mais rentáveis do comércio colonial. Os portugueses dominaram também o fornecimento de escravos negros para às índias de Castela através do asiento, (contrato cedido pela coroa castelhana a particulares.) As figuras principais do tráfico, que abastecia o mercado hispano-americanos, eram os controladores e negociantes portugueses, muitas vezes judeus.


 

     Extraído do livro: História e Civilização.

Historiadores: Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez.